Greetings and salutations!

Já tá acabando o ano! Todos nos preparativos para o summer vacation?
Mas não é disso que a gente vai falar hoje, não. Quer dizer, ainda não. Há um tempinho a gente falou sobre os falsos cognatos (as falsianes, lembra? Olha eles aqui!), e hoje voltamos pra falar de novo de erros que os estudantes brasileiros costumam cometer em inglês.

Para esta missão, reunimos nossos teachers em nosso QG subterrâneo ultrassecreto (aka teacher’s room, hehehe) e levantamos uma respeitável lista dos erros que lemos e ouvimos, alguns perdoáveis, outros bastante doloridos. Mas é como dizem, pra tudo se dá um jeito, então vem na nossa pra não fazer feio!

Aliás, a gente pode começar nessa categoria: expressões que não fazem sentido algum quando traduzidas. Se a gente fosse traduzir ao pé da letra, “fazer feio” seria algo como to do ugly, o que não faz muito sentido. O mais apropriado seria dizer do badly (em relação ao seu desempenho em algo) ou make a bad impression (quando você passa uma má impressão). A mesma coisa vale pra algumas outras expressões tipo “não é a minha praia” (not my cup of tea, e não not my beach), “quebrar a cara” (to fall flat on your/my/his/her… face, nada de break the face), e “encher linguiça” (to pad out, ou para os britânicos, to waffle).

Ainda no mesmo grupo, a gente já ouviu uma galera traduzindo nomes de jogos e brincadeiras. NÃO, gente! Não existe catch catch (mas até que é engraçado, vai?): brincar de pega-pega é play tag, assim como hide hide não significaria nada pra um nativo – é melhor sugerir uma rodada de hide and seek.

Outra coisa em que os alunos costumam deslizar é em collocations, combinações de palavras que devem necessariamente ser usadas com determinados complementos. Vamos usar aquele exemplo de fazer feio: você nunca ouviria alguém dizer “make badly” ou “do a bad impression”, porque ambos são exemplos de collocations e são sempre usados com os mesmos verbos. Inclusive muita gente tem dúvidas em relação a quando usar do e quando usar make. Resumidamente, make é utilizado quando algo é criado ou preparado (comida, por exemplo), enquanto do é mais apropriado para ações (do the homework, do a favor). Não vá mais make this mistake (make, não do, muitíssimo menos commit)! Mas o melhor mesmo é ler e memorizar (naturalmente, não se matar de decorar, hein?).

Last, but not least, dois erros de gramática facilmente corrigíveis: o primeiro é usar have ao invés de there is ou there are. Toda vez que você for descrever o que é possível encontrar em algum lugar ou em algo, lembra disso: o que em português seria “na minha cidade há um hospital”, em inglês diríamos “there is a hospital in my city”. Como ninguém fala português desse jeito e já manda um “tem um hospital”, automaticamente algumas pessoas se agarram ao coitado do have. Errado. Pra substantivos no singular, there is; no plural, there are.
O segundo erro é usar very onde deveria ser many ou much. Quem já ouviu (ou disse) “I ate very fruits” ao invés de “many fruits”? Então…

Só pra completar, olha que amor o vídeo desta semana:

E aí, gostou? Então faz o de sempre: curte, compartilha, comenta, manda pra galera e especialmente praquele amigo que tá sempre pisando na bola no inglês (não queremos ouvir nenhum stepping on the ball, pelo amor)!

Peace!

20.dez.2017 English tips

Leia também: